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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Squadra na mídia - Amazonas Em Tempo

Hoje (12.09) no caderno Lar e Cia do jornal Amazonas em Tempo (http://www.emtempo.com.br/portal/) saiu matéria de capa sobre o prédio da Unilasalle Manaus, projetado pela Squadra Arquitetura.





sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Inaugurada obra em Manaus



Foi inaugurado no sábado, dia 30 de agosto, o prédio (bloco B) da Unilasalle em Manaus, projeto da Squadra Arquitetura. O Arquiteto Marcos Cereto (terno claro), representou a Squadra e cortou a fita de inauguração.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

7 princípios dos edifícios de alto desempenho


O projeto arquitetônico do bloco B do Unilasalle foi desenvolvido pelos arquitetos Marcos Cereto, Caio de Santi e Cristiano Freitas da Squadra Arquitetura Integral. O desenvolvimento do projeto foi pautado nos mais contemporâneos conceitos de arquitetura, focado na busca de uma arquitetura integral enfatizando a sustentabilidade arquitetônica. Dentro desse princípio, o projeto desenvolvido utiliza os 7 princípios dos edifícios de alto desempenho: ventilação, aproveitamento das águas da chuva, tratamento de esgoto, sombreamento, permeabilidade, telhado verde e redução energética.

Principio 01: Ventilação
A forma do edifico respeita os ventos predominantes, possibilitando a entrada e a saída dos ventos por dentro da edificação. Essa permeabilidade das fachadas possibilita uma ventilação incomum em Manaus nas galerias e na praça interna, demonstrando que é possível projetar utilizando a ventilação. Todos os espaços são dotados de ventilação cruzada, potencializando sua utilização sem a necessidade dos aparelhos de ar condicionado ligados durante todo o dia.

Principio 02: Aproveitamento das águas das chuvas
O edifico funciona com um sistema independente com 02 reservatórios superiores na laje de cobertura: um para água potável e outro para águas das chuvas. Através da cobertura principal, 50 % das águas das chuvas são captadas diretamente por gravidade para o reservatório superior com capacidade de 7500 litros. Esse reservatório superior abastece todo o sistema de caixa acoplada nos banheiros e também na irrigação das áreas do campus. O restante das águas das chuvas são armazenadas na cisterna, e nos períodos de verão, no caso de esvaziamento do reservatório superior, poderá ser bombeado com uma máquina de aquecimento solar, mantendo a utilização do sistema preservando a utilização água potável.

Principio 03: Tratamento dos esgotos
O edifício tem um moderno sistema de tratamento dos esgotos possibilitando o reaproveitamento de 100% da contribuição. Essa água retorna para a cisterna, mantendo o ciclo ecológico. Dessa forma, além de contribuir para o ambiente urbano, reduz o consumo de recursos energéticos.

Principio 04: Sombreamento
Nas fachadas longitudinais do Bloco B foi utilizado o conceito da "máscara arquitetônica" Essa máscara, define uma espessura maior na superfície havendo uma diminuição de áreas para aquecimento interno através da radiação térmica. A utilização dos brises horizontais , amplia o sombreamento reduzindo o ofuscamento e contribuindo para a redução do calor. O sombreamento minimiza a utilização do ar condicionado.





Principio 05: Permeabilidade

A proposta para o campus, estabelece uma ampliação da área permeável, modificando significativamente o micro clima, resfriando adequadamente o solo. A escolha do partido arquitetônico na adoção de 04 pavimentos, sendo que o plano diretor permitia até 08 pavimentos, esta na razão entre a área construída e na área de circulação. Dessa forma, há necessidade de apenas um elevador e escada simples, diminuindo o cuso da energia por m² de área útil. A ampliação de áreas gramadas cria uma nova paisagem ao campus com caminhos definidos com percursos em pedra basalto.



Principio 06: Telhado Verde

Em fase de implantação, o projeto adota o maior telhado verde de Manaus com área aproximada 1.100m². A cobertura vegetal sobre lajes, contribui para a redução da temperatura. Em Manaus, 60% do calor é oriundo da cobertura. Além de reduzir a temperatura, o telhado verde é responsável pela reintegração das aves no ambiente urbano, e será utilizado para hortas, auxiliando o processo de aprendizagem dos alunos.


Principio 07: Redução Energética
A redução no consumo dos recursos energéticos representa além da questão econômica, a responsabilidade ambiental. A área construída do bloco B são 7.588, 25m². O acréscimo de área construída no campus com o bloco B foi de aproximadamente 50% da área construída do campus. Dessa forma, hoje o campus do La Salle Manaus está com 21.672,05 m². Após 01 ano de funcionamento do Bloco B, o acréscimo nos gastos mensais com energia não chegou a 5%. Isso demonstra a necessidade de estabelecermos projetos arquitetônicos coerentes e responsáveis, para minimizar o consumo dos recursos energéticos em nossa cidade e no nosso país.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Prédio UNILASALLE-Manaus está pronto

As condicionantes climáticas foram fatores determinantes na resolução do partido deste prédio para a Universidade La Salle Manaus (UNILASALLE).





O calor sufocante e úmido da floresta Amazônica foi o grande desafio para tornar este prédio de 7.588,25m², utilizável pelos estudantes da unidade. Concebido em forma de “U”, com uma praça coberta central, o partido possibilitou a ventilação cruzada, tanto da praça, quanto das salas de aula, amenizando o calor e gerando correntes de ar pelos corredores e salas de aula.


A praça é rodeada por corredores, que servem como balcões de observação para estudantes, integrando todo o espaço. O guarda-corpo em chapa de aço perfurada com pintura eletrostática branca, permite uma transparência do interior para o exterior, sendo quase invisível porém, no sentido inverso. A diferença de luminosidade transforma a chapa em uma barreira visual, dificultando a visão do exterior para o corredor.

As cores básicas azul, vermelho e amarelo, cores que compõem a marca La Salle e bem exploradas em vários espectos pela entidade, foram utilizadas na imagem do projeto. Os volumes dos sanitários são destacados pelo azul e vermelho e internamente, pastilhas nessas cores acompanham o exterior e ainda ajudam a identificar o sexo dos banheiros.
O prédio composto de térreo e mais 3 andares, também utiliza essas cores para identificar os pavimentos. Cada pavimento utiliza uma dessas cores em alguns detalhes, como fórmicas das portas e nos roda-meios de proteção interna das salas de aula, criando uma identidade para cada pavimento.

A praça
A praça possui um lado aberto e o outro com fechamento parcial, composto pelo volume da circulação vertical e sanitários. Desta forma, o ar pode atravessar a praça e sair pelas escadas, que só são fechadas por brises horizontais de alumínio que impedem a entrada da água da chuva. Na parte aberta da praça, o jardim externo adentra a praça, captando a água da chuva que entraria num dia com ventos. O resto do piso é revestido por basalto, criando um espaço multiuso coberto para eventos da universidade. A cobertura é feita por uma estrutura de aço e telhas do tipo “sanduíche” com proteção termo-acústica e está separada do corpo do edifício. Esta separação permite que o calor da praça possa subir livremente e sair por estes espaços laterais, mantendo o clima mais agradável.


As salas de aula
Na fachada externa há uma grande caixa de brises plugada no corpo do prédio, com prateleiras de luz revestidas com pastilhas brancas, que protegem a entrada do sol, mas deixam a luz entrar, gerando economia no uso da energia. No lado oposto, a sala se abre para um corredor interno e possui janelas altas que possibilitam uma ventilação cruzada. A diferença de temperatura do lado de fora do prédio e da praça coberta, para onde se abrem estas janelas, possibilita esta movimentação de ar, ajudada já pela boa quantidade de ventos que predomina no local. Com isso, o acondicionamento térmico com o uso de aparelhos de ar-condicionado pode ser reduzido.

Sustentabilidade
Além dos itens anteriores, a água das intensas chuvas tropicais é captada na laje de cobertura e utilizada nos vasos sanitários. Após a sua captação ela é enviada para um reservatório inferior, onde é tratada e depois bombeada de volta para as caixas d’água na cobertura. Este ciclo gerará mais economia ainda para o planeta e este prédio.

PROJETO ARQUITETÔNICO:
Arq. Caio de Santi
Formado em 2000 pela UFRGS, com especialização em iluminação e Projeto e Desenvolvimento em Incorporação Imobiliária.
Arq. Cristiano Santos
Formado em 2001 pela UFRGS
Arq. Marcos Cereto
Formado em 1999 pela UFRGS, Mestre em Teoria, História e Crítica da Arquitetura. Coordenador e professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da ULBRA/Manaus. Conselheiro Regional do CREA/AM.


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Obra UniLaSalle Manaus



Obra do edifício para UniLaSalle, em Manaus, segue a todo vapor. A obra de 6.000m² começou em janeiro de 2007 e está quase concluída.